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Crise Financeira Empresarial: O Estudo De Caso Que Empreendedores Nunca Esquecerão

Crise financeira empresarial: o estudo de caso que empreendedores nunca esquecerão

Em qualquer época, toda e qualquer empresa ou setor sempre passou ou passa por dificuldades, sejam elas financeiras, de gestão, de organização, de estrutura, entre outras. Mas vamos focar na crise financeira empresarial, tema este bastante discutido, tendo em vista a situação atual de nosso país.

Em razão da cobrança de juros elevados, ausência de apoio do Estado e características do mercado, as empresas brasileiras sempre tiveram dificuldades no desempenho de suas atividades. É claro que os problemas aumentam ainda mais quando falamos em crise econômica como a que passamos e, se não houver estrutura para a resolução desses entraves, com a consequente crise financeira empresarial, chega-se ao fechamento de portas.

O que vivenciamos, além de atingir diretamente a vida das pessoas, atingiu diversos setores, entre eles, o industrial, o varejista e o de serviços. O setor varejista, por exemplo, foi o mais atingido pelo ápice da crise econômica ocorrido em 2016, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Indústria nacional e serviços ainda em queda

Em relação à indústria nacional, por exemplo, a combinação de crise econômica e política provocou um colapso sem precedentes. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o problema já não se resume à mera queda da produção industrial, nem tampouco à menor participação do setor no PIB brasileiro.

De acordo com o departamento, o que se percebe hoje em dia é uma enorme destruição de capacidade produtiva e o desmantelamento dos elos restantes da nossa cadeia de produção industrial. A questão é de perda de participação com queda também na produção e emprego industrial. Como a indústria de transformação se mostrou ainda mais vulnerável à crise e demitiu em massa, a categoria metalúrgica encolheu 22% entre 2013 e 2017.

O que fazer para que a luz no fim do túnel não se apague?

O ideal, em meio a todo esse cenário é, primeiramente, se for o caso da sua empresa, admitir que vivencia esse problema de crise financeira empresarial. Aquele que não se reconhece, não consegue identificar causas e enfrentar consequências, ou seja, não tem estrutura para uma possível resolução. Pare e elabore um planejamento, aja com uma estratégia definida e mantenha o foco, com disciplina.

O primeiro passo é a identificação das causas, atingindo a raiz do problema, eliminando possíveis fontes de desperdício. Fazendo um verdadeiro diagnóstico, descobrindo a “doença” em questão, chega-se ao tratamento. Um sistema de gestão facilita este processo ou uma planilha, que é um recurso mais usado, com as devidas receitas e despesas. Algumas das possíveis causas para uma crise financeira empresarial são metas não atingidas, indicadores em queda, dificuldade em manter ou aumentar o prazo de pagamento dos fornecedores, falta de recursos para atender aos compromissos financeiros e baixo faturamento.

Um segundo passo é adotar algumas medidas. O empreendedor deverá avaliar a possibilidade de adotá-las, que servirão como alternativa para enfrentar a crise financeira empresarial. Entre elas estão o encolhimento da empresa, tornar o mix de produtos e serviços oferecidos mais diversificado, expansão da empresa para outras localidades, estados ou até países e mudança de ramo de negócios.

A revisão de estratégias seria um terceiro passo para sair da crise financeira empresarial. Diante dela, o empreendedor deve analisar como chegou a essa situação e redefinir seu plano de negócios. Entre as ações que devem ser praticadas estão a revisão de condições de vendas e compras, com adequação à realidade do mercado; a verificação do desempenho do plano de marketing, se está atingindo ou não o seu público-alvo, e monitoramento do plano de negócios, se ele está sendo seguido. Caso contrário, é necessário redirecioná-lo. Por fim, estipulação das possíveis metas, de acordo com a realidade do mercado.

O quarto passo é um plano de ação, sendo ele um plano de recuperação financeira. Para isso, é preciso, primeiramente, estruturar esse plano. Depois, é necessário monitorar e executar o plano, não o abandonando ao primeiro sinal positivo. Neste momento, é preciso contar com profissionais competentes e habilitados para ajudar nos passos citados. Caso não tenha esses colaboradores, a terceirização é uma solução.

Por fim, é de extrema importância manter o controle financeiro, sem abandoná-lo, mesmo quando as contas voltarem ao azul. O ideal é implantar medidas ainda mais fortes para que a situação se mantenha para não voltar à situação anterior. Gestão é a palavra-chave. Essa e outras competências podem ser aprendidas na prática para, afinal, melhorar ao máximo o seu negócio.

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